03fev

ANGÚSTIA DE SEPARAÇÃO – TEMPO

Quando a bebê teve uma presença materna suficientemente boa, todo o processo de desenvolvimento psíquico é natural. Quando a satisfação é maior que a frustração, a criança tolera mais os limites naturais impostos pela vida. Pois ela se sente segura para sentar, engatinhar, dormir sozinha, aprender a andar! O clima e a energia da Mãe que foi ofertada nos primeiros meses gerou uma segurança interna capaz de nutrir o suficiente para que a criança se sinta empoderada de coragem para enfrentar os desafios que precisa.
Criança de boa saúde tolera o desconforto e reage de maneira menos hostil ao estar em contato com as inúmeras frustrações. Cada fase da criança vai demandar cada vez mais que ela seja capaz de administrar elementos novos. Quando a Mãe, desde a gestação, estabelece um canal de comunicação sincero e transparente, ela mesma tem uma situação que se sente triste, ela não projeta no seu bebê suas emoções, pois esclarece para a criança que isso é dela. Assim, mãe e bebê, vão se conhecendo e construindo uma relação de verdadeira afetividade e transparência.
A criança vai sendo constituída de afeto, fé perceptiva, presença, assim ela vai para o mundo aberta, mas protegida, simbolizada. Na hora da separação, ela vai viver a dor de uma forma tranquila, aos 6 meses a mãe volta a trabalhar, precisa despedir e dizer que volta, assim a criança acostuma com a  separação e a angústia diminuí. A mamada as vezes vai ser interrompida, porque o leite da mãe vai secar. Mas o afeto que a mãe dá, não acaba, ele se renova a cada dia.
Tudo será mais suave! Os mecanismos de defesa, negação, raiva, depressão, aceitação, serão recursos passageiros, não irão se cristalizar, fixar em pontos que geram resistência para mudar de fase. O super ego não será tão rígido e o risco da psicose diminuí.
Quando adultos, lidarão com as perdas de uma forma digna e madura. Irão aprender a aceitar e sublimar, canalizando a energia destrutiva em criatividade, arte e construção, e não, em destruição.
 O amor armazenado cura o sentimento de desamparo. O sujeito aprende a estar só e bem. Caminha para a individuação.